terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Rapsódia dos Pequenos Burgueses - uma boa impressão:


Cartaz oficial da peça que está em cartaz até 14/12 em S. Paulo. 

Primeiramente, é preciso explicar o que vem a ser uma rapsódia: são pequenos trechos extraídos de determinada obra a fim de se discutir um tema. No caso dessa peça teatral, especificamente, são extraídos trechos significativos da obra de Maxim Gorki (pseudônimo de Aleksei M. Peshokov, escritor russo e ativista russo que viveu a dura transição política entre os séculos XIX e XX) a cerca da pequena burguesia.
A peça teatral explora a dura realidade dos trabalhadores e das famílias em seus pequenos núcleos que por vezes se estendem, com seus dramas e conflitos cotidianos. Embora a trama se desenvolva originalmente numa Rússia de inicio do século passado, pode perfeitamente adequar-se a realidade de muitos de nós que vivemos nas periferias das grandes cidades brasileiras. 
O fracasso, o sucesso, a dor, a depressão, a angústia de muitos indivíduos com os quais convivemos (ou somos muitas vezes) e que abalam as estruturas estão presentes como num reflexo. Há diálogos fundamentais que nos chamam a atenção para nosso posicionamento perante a vida em sociedade, nosso comportamento diante dos acontecimentos cotidianos e nosso comportamento politico são expressados de maneira contundente sob vários aspectos.
Não bastasse a presença desses elementos, em A Rapsódia dos Pequenos Burgueses tem a sublime capacidade de nos envolver como expectadores e ao mesmo tempo co-participes desses dramas e faz-nos refletir e pensar, mergulhando de fato no tema e sentindo-se parte integrante, não de uma história (como tantas outras que passam a ser encenadas) mas protagonistas de nossas próprias atitudes de pequenos burgueses, que possuímos sem muitas vezes nos dar conta delas. 
A peça também é bastante inovadora em sua própria exibição, posto que faz do salão nobre da Casa do Povo (teatro localizado no bairro do Bom Retiro em S. Paulo, criado por imigrantes judeus progressistas e de esquerda, no Pós Primeira Guerra Mundial) seu cenário e o utiliza plenamente, numa combinação de múltiplas linguagens artísticas capazes de trazer a cena elementos distintos numa mesma apresentação, onde está presente além da linguagem teatral, a dança, a fotografia e se dá até mesmo a impressão de tratar-se de cinema. As luzes e os efeitos são um show a parte e são fundamentais para tantos efeitos que se misturam e se combinam.
A Cia. Bruta de Arte (idealizadora de toda essa composição que exprime uma arte essencial acima de tudo) se apresenta com maestria. Excelentes atores que emprestam o corpo e o exato tom de voz para cada cena e para cada ato, que é milimetricamente (bem) explicado pela equipe que os acompanha na iluminação e nos slides (cuidadosamente preparados). A direção é de Paulo Maeda e o elenco conta com a estreante no cinema e membro da Cia. desde sempre, Teka Romualdo - Os Amigos (2014) - que está em cartaz nas telonas desde 27 de novembro último.
Enfim, teatro para ver, sentir e pensar, daqueles que proporcionam em alguns momentos uma infinita sensação de contentamento, por se constatar que é possível pensar e repensar a vida, enquanto vivos.

Torres de marfim



* Profº Dr. Rodrigo Medina Zagni


Em seu “exame de consciência” escrito em 1933, Lucien Febvre - professor da Universidade de Estrasburgo –, na dura crítica que dirigiu aos “sorbonistas”, asseverou que “a ciência não se faz numa torre de marfim. Faz-se a par e passo com a vida, e através de seres vivos que mergulham no século.”
É certo que as universidades brasileiras, desde a sua criação, padecem do mal identificado por Febvre, ou seja, já nasceram apartadas da sociedade onde se encontram encravadas como torres onde, do alto e bem distantes daqueles que estão em seu entorno, seus senhores olham o mundo ao redor como domínio de suas ciências. Cumprindo o objetivo de abrigar os filhos das aristocracias brancas do séc. XIX, sua função originária segue sendo reafirmada por seus setores mais conservadores, senão no plano político-institucional, nas mentalidades que, vez por outra, transbordam consciências e manifestam-se na condução que determinados senhores dão aos destinos daquilo que, apesar de coisa pública, tratam como domínios seus.
Recentíssimas em relação aos seus antepassados, são herdeiras de permanências que remontam do séc. XI ao XIII, quando as universidades eram ainda novidades no ambiente europeu. Dentre essas permanências, nas universidades brasileiras claramente se percebe a vigência de laços de suserania e vassalagem num universo de trocas comuns entre benefícios e fidelidades que as dotam de caracteres anacronicamente estamentais. 
Mas as universidades brasileiras são herdeiras também de outras tradições, tendo nascido fortemente marcadas pelo espírito revolucionário europeu de 1848, a “primavera dos povos” dotou-lhes de aspirações notadamente republicanas, vinculando-se ao moderno ideal de democracia e abrigando entre alunos e professores os propositores mais conscientes das “jovens-nações”. Ambientes de gestação do espírito nacional, logo as universidades se converteriam num dos mais importantes alicerces do Estado-Nação e do ideal democrático de soberania popular.
Ou seja, a universidade, no Brasil, é filha de tradições antagônicas e nasce dividida entre aspirações conflitantes: corte ou república? A díade nos obriga a outros questionamentos: nela, as decisões são colegiadas e democráticas; ou sua condução é senhorial e monocrática? Ou a quem serve a universidade pública no Brasil, às oligarquias ou àqueles que, na luta por soberania popular, têm direito à universidade, mas não têm acesso a ela?
Questionamentos de importância vital, dados os lamentáveis acontecimentos havidos nos últimos dias no Campus Baixada Santista da Universidade Federal de São Paulo. 
Entre os dias 24 e 28 de novembro, o campus abrigou as atividades da “II Semana da Consciência Negra: 100 anos de Carolina Maria de Jesus”, realizada pelo “Núcleo de Estudos Reflexos de Palmares” e que contou, em suas atividades, com a participação de uma série de instituições, coletivos e movimentos de luta contra a discriminação racial.
A comunidade externa, integrada à comunidade acadêmica, participou de uma série de atividades artístico-culturais no campus como aquelas promovidas pelos grupos “Netos de Bandim”, “Filhos de Gandhi” e “Carolinas ao Vento”; e discutiu temas como “o negro e a universidade”, “o genocídio da juventude negra”, “religiões de matriz africana”, “mulheres negras e identidade” etc. 
Trata-se de temas que precisam, urgentemente, ocupar as nossas reflexões e mover nossas ações na luta por uma universidade socialmente referenciada e encarnada nos problemas daqueles que, efetivamente, subsidiam sua existência. 
Como discutir, na universidade, o racismo que acomete a juventude negra se esta, historicamente, vem sendo excluída da universidade? Dentre os alunos, quase não há negros e nos postos mais precários da universidade, sobretudo entre os funcionários terceirizados, quase não há brancos. Entre docentes o corte é ainda mais brutal: no Campus Baixada Santista, num universo de mais de 200 professores, apenas três são negros, proporção parecida com a do Campus Osasco. Uma universidade socialmente referenciada é aquela que chama a sociedade ao seu entorno para ocupar os seus espaços e discutir sobre os seus problemas. E foi para discuti-los que vários grupos, naquela semana, ocuparam o espaço que historicamente foi e vem lhes sendo negado.
E como a direção do campus os acolheu? Ao menos é possível dizer sobre aquilo que fora registrado, em vídeo, por smartphones e por meio de registro de ocorrência policial (isso mesmo!) lavrada pelo 4º Distrito Policial de Santos.
Tendo recebido notícia de que pessoas “estranhas ao campus” encontravam-se no “Laboratório de Informática” fazendo uso de equipamentos, a diretora do campus, acompanhada de dois seguranças, para lá se dirigiu. De acordo com as imagens, a diretora se referiu aos presentes dizendo “isso não é uma lan-house” e que todos aqueles que não portassem identificação de alunos deveriam sair imediatamente. Seis jovens, que faziam uso dos computadores, se levantaram constrangidos e deixaram o local, alguns teriam ido buscar seus documentos de identidade, achando que se os apresentassem poderiam fazer uso do espaço. Ato contínuo, a diretora dirigiu-se às únicas duas jovens negras que ali estavam e solicitou-lhes identificação, por sorte eram alunas e puderam permanecer, mas profundamente ofendidas pelo fato de que outros ali presentes, brancos, não tinham sido solicitados a nada, procedimento que acusaram seletivo.
Situação não apenas constrangedora; mas humilhante para os meninos que haviam sido convidados à universidade para integrarem-se a ela, bem como para as alunas que, sentindo-se discriminadas, registraram ocorrência policial a respeito.
O destrato com a juventude negra, pobre e marginalizada contrasta com o espírito humanista que deveria encarnar a universidade pública.
Que bom seria se esses meninos pudessem ser assistidos por uma universidade capaz de acolhê-los e que, inclusive, lhes fraqueasse o uso de tecnologias como aquelas do laboratório de onde foram expulsos; diga-se de passagem meios fundamentais para o exercício, hoje, de cidadania, em tempos de “cidadania digital”. Mas nunca foram, esses meninos, cidadãos! Recordando os ensinamentos do emérito professor Dalmo de Abreu Dallari, quando apenas alguns são assistidos não há direitos e sim privilégios; logo, não há cidadania. Nunca houve mesmo cidadãos no Brasil, é o que sustentava Milton Santos, intelectual negro que conheceu de perto o racismo nas universidades por onde passou; não seriam esses meninos então os primeiros e lamentavelmente não serão os últimos.
Será preciso escalar as paredes das torres, para que as universidades brasileiras deixem de ser instituições ensimesmadas, estéreis e incapazes de lidar com a diversidade, corroborando práticas históricas de exclusão e perpetuando violências de todo tipo, sobretudo as de classe, raça e gênero.
Trata-se da construção de uma outra academia para uma outra ciência; que não seja torre mas forvm, onde não haja senhores e suas vontades mas democraticamente as vontades de todos, onde não haja ordens manifestas de maneira autoritária mas argumentos dispostos ao dissenso e onde haja, sobretudo, respeito em lugar de condutas assediosas. 
Se não nos conformamos com o inaceitável, costumeiramente aceito pelos que obedecem a voz de sua própria conveniência, que sejamos desconformes então pois essa é a única forma de sermos verdadeiramente cientistas, uma vez que, nos lembrara Febvre: “... na origem de qualquer aquisição científica está o não conformismo. Os progressos da Ciência são frutos da discórdia. Como é de heresia que se alimentam, se enriquecem, as religiões.” 

Osasco, 8 de dezembro de 2014.

Subscrevem, em apoio,

Prof. Dr. Alberto Handfas
Ciências Econômicas – EPPEN-UNIFESP

Prof. Dr. Daniel Augusto Feldman
Ciências Econômicas – EPPEN-UNIFESP

Profa. Dra. Esther Solano Gallego
Relações Internacionais – EPPEN-UNIFESP

Prof. Dr. Fabio Luis Barbosa dos Santos
Relações Internacionais – EPPEN-UNIFESP

Prof. Dr. João Tristan Vargas
Eixo Comum – EPPEN-UNIFESP

Prof. Dr. Julio Cesar Zorzenon Costa 
Ciências Econômicas – EPPEN-UNIFESP

Profa. Dra. Nildes Raimunda Pitombo Leite
Administração – EPPEN-UNIFESP

Prof. Dr. Salvador Andres Schavelzon
Eixo Comum – EPPEN-UNIFESP

* Rodrigo Medina Zagni é docente do curso de Relações Internacionais da Universidade Federal de São Paulo e repudia a hipocrisia reinante na área educacional brasileira em que impera o discurso de inclusão e universalização do ensino, ao mesmo tempo em que se precariza o sistema educacional público e se nega o ingresso nas universidades públicas aos menos abastados.

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

A crise da água em São Paulo: o ano de 2003

Atualmente, um dos maiores problemas que se discute é a crise hídrica que afeta o Estado de São Paulo e a região sudeste do país. Os sistemas de abastecimento estão a beira do colapso, contudo, o que muitos não imaginam é que o problema vem de longa data. Em 2003,  por exemplo,  o ano em que a ONU (Organização das Nações Unidas) escolheu como o Ano da Água Doce, esteve a beira de uma situação parecida ou até mesmo pior do que a experimentada pelos habitantes da Região Metropolitana de São Paulo.
Numa pesquisa de acervo de jornal, é possível comprovar rapidamente,  que no início dos anos 2000,  a crise de abastecimento já vinha afetando S. Paulo,  sobretudo,  as pequenas cidades que já sofriam com as consequências do desabastecimento de água. O recém-reeleito governador de São Paulo à época era Geraldo Alckimin. Vejamos uma notícia da Folha de S. Paulo em fevereiro de 2003:

Extraído do Jornal Folha de S. Paulo: terça-feira, 18 de fevereiro de 2003. A cidade de Guaíra - SP no norte do Estado já sofria uma falta d'água "crônica".

Na cidade de Campinas - uma das maiores e mais importantes do interior paulista - já se noticiava o aumento da procura dos moradores da cidade pela perfuração de poços artesianos, conforme se pode ver no seguinte destaque:


Extraído do Jornal Folha de S. Paulo: segunda-feira17 de março de 2003. Os poços ao mesmo tempo ajudariam a evitar problemas de falta dágua.

O próprio sistema Cantareira já estava bastante prejudicado pelo excesso de captação e outros sistemas também sofreram. Na região abastecida pelo Alto Cotia. houve inclusive racionamento de água e a população se preocupava com medidas efetivas de economia de água. É interessante que o que se publicava à época passa pelas mesmas preocupações que temos em 2014:


Extraído do Jornal Folha de S. Paulo: quarta-feira, 17 de outubro de 2003. Prédio de Perdizes captava água para economizar. Pequena nota dava conta do fim do racionamento no Alto Cotia.

Através das análises conjunturais de 2003 é possível perceber que a crise hídrica de São Paulo não é uma novidade histórica. Talvez tenha ganho nesse ano uma maior visibilidade por conta das eleições ou até mesmo pelo acesso maior de pessoas aos meios de comunicação - em especial às redes sociais - o que difunde o problema. Olhar o passado nos faz perceber a recorrência do problema e refletir a cerca da solução. A água potável da Terra disponível para a população é cerca de 0,01%. É preciso que façamos a nossa parte e economizemos individualmente, contudo, as ações maiores de regulação desse bem comum compete ao estado nas suas mais diferentes esferas. Todavia, não podemos nos manter indiferentes ao tema, pois dele depende a própria existência humana.

domingo, 12 de outubro de 2014

O que aprendi em História???





Eis a publicação das atividades desenvolvidas ao longo do ano letivo de 2014 pelos alunos da E.E. Charles de Gaulle sob a orientação da autora do blog. Esse ano nas aulas de História foi possível aprender fazendo arte. As atividades desenvolvidas ao longo do ano letivo mostram que além dos conteúdos trabalhados fica bastante evidente o talento de muitos alunos no uso de outras linguagens como o desenho e a pintura e a presença da interpretação de texto nessas formas de expressão. 

Segunda Guerra Mundial Ilustrada:


1. A Segunda Guerra Mundial

Certamente o acontecimento mais marcante do século XX é a Segunda Guerra Mundial, ocorrida entre 1939 e 1945 e que envolveu todas as grandes potências mundiais do período. Evidentemente, sua ocorrência está intimamente ligada às marcas deixadas pela Primeira Guerra Mundial e foi fundamental para a escrita da História Contemporânea. Os números do conflito impressionam e dão a exata dimensão de seu tamanho. Mais de cem milhões de militares foram mobilizados. Cerca de 70 milhões de mortes foram registradas, além de 35 milhões de feridos. Foi o conflito mais destruidor da história da humanidade. Os motivos que a deflagraram estão ligados ao avanço do nazi-fascismo que se expandia na Europa. A Alemanha de Hitler e a Itália de Mussolini além de total domínio de seus países, objetivava ampliar seus territórios. Para tanto, começou a investir contra pequenos países europeus.
O início da Guerra se deu quando a Alemanha nazista - comandada por Adolf Hitler - invadiu a Polônia em 1939, o que gerou como reação, a declaração de guerra contra a Alemanha por parte da França. A disputa na guerra se deu entre duas forças opostas e antagônicas, a saber:
  • Aliados - Estados Unidos, Império Britânico, União Soviética, França, Polônia e Brasil. 
  • Eixo - Alemanha, Itália e Japão.

2. As grandes potências mundiais da época se uniram contra o nazi-fascismo.


                    3. Um dos países do eixo era a Alemanha nazista, representada pela Suástica.

A principal disputa do conflito fica aqui expressa em forma de Mangá: duas forças poderosas e antagonicas - os Estados Unidos - representado pelo seu icone do século XIX, o Tio Sam, contra o líder dos nazistas - Adolf Hitler. Eis as forças principais da Segunda Guerra Mundial:


4. Hitler x EUA representado pelo Tio Sam - duas forças antagônicas do maior conflito mundial de que se tem notícias na História.

Na Segunda Guerra, todo o conhecimento científico foi utilizado pelas potências mundiais em busca da vitória. As indústrias ficaram a favor dos seus países e muitas vezes converteram sua produção em armas e demais materiais bélicos. Outro diferencial do conflito foi o uso de aviões nos combates, que diferente de outras guerras, onde os combates só ocorriam por terra ou por mar, passaram a ocorrer no ar com grande intensidade e profissionalismo. Apesar de já terem sido usados no primeiro conflito mundial,  foi no segundo que se firmaram na estratégia de guerra.A entrada do Brasil no conflito,  já na década de 1940,  se deu justamente com o envio da FAB - Força Aérea Brasileira - que é composta por aviões manuseados pelo Exército Brasileiro,  que enviou alguns de seus homens para o conflito no território europeu.


5. Os aviões foram muito usados,  tanto pelo Eixo, quanto pelos aliados.

A entrada do Brasil no conflito,  já na década de 1940,  se deu justamente com o envio da FAB - Força Aérea Brasileira - que é composta por aviões manuseados pelo Exército Brasileiro,  que enviou alguns de seus homens para o conflito no território europeu.


        6. Aviões da FAB fizeram parte da participação brasileira na Segunda Guerra Mundial.

Um dos momentos mais emblemáticos da Segunda Guerra Mundial foi a bomba atômica lançada contra as cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki no final da guerra,  já em 1945. Pela primeira vez o mundo assistiu ao uso de uma arma nuclear contra um país e contra civis. Ao todo,  as bombas exterminaram mais de 250 mil pessoas imediatamente ou por conta da forte radiação. Isso levou à imediata rendição do Japão no conflito e consequentemente o fim da guerra.


       
 7. Bomba atômica destrói duas cidades japonesas: Hiroshima e Nagasaki.

Contudo, foi através do final da Segunda Guerra Mundial que o mundo teve conhecimento do que realmente se passava na Alemanha nazista e de todo o horror causado por Adolf Hitler e da perseguição ao povo judeu. Já se tinha conhecimento dessa perseguição,  mas não se tinha a dimensão do que era feito nos campos de concentração. Somente quando os americanos e os russos entraram na Alemanha,  filmando o que se passou por lá,  que o mundo realmente teve acesso ao que aconteceu durante o período de domínio nazista na Alemanha.


               8. Hitler foi responsável pela morte de milhões de judeus durante todo tempo em que comandou a Alemanha nazista, no genocídio conhecido por Holocausto.

Os relatos a respeito desse período são muito impressionantes e exercem grande fascínio nas pessoas até os dias atuais. São sucesso na venda de livros e nas bilheterias dos cinemas. O filme A Vida é Bela, por exemplo, que ganhou o Oscar de melhor filme estrangeiro de 1998, mostra a história de pai e filho judeus presos pelos nazistas na Itália e enviados para um Campo de Concentração. O livro O Diário de Anne Frank relata a história de uma garotinha judia que fugiu por um longo tempo dos nazistas mas que posteriormente acabou sendo morta. O diário de Anne foi publicado e emociona a muitos, mesmo depois de tanto tempo.


9. O horror vivido em todo o período conflituoso, provavelmente jamais será esquecido.

Outra obra bastante lida e difundida é Mein Kampf, o diário do próprio Adolph Hitler, nele constam as idéias que despertaram o nazismo. O livro está banido há quase 70 anos. Consiste numa obra bastante controversa da qual muitos usam para negar os horrores da Segunda Guerra. O fato é que ele é intimamente ligado ao despertar de tudo o que ocorreu entre a década de 1930 e 1940 na Alemanha e fora dela. Pensar e refletir sobre as grandes guerras é de suma importância pois elas desenharam o mundo em que vivemos em todas as áreas de nossas vidas.


10. Nessa Ilustração é feito um resumo do que representou a Segunda Guerra Mundial.

Créditos:

1.Jéssica - 3ºB
2.Matheus Gustavo - 3ºB
3.Carolina - 3ºB
4. Natan - 3ºA
5.Melanie - 3ºB
6.Pâmela - 3ºB
7.Ailton - 3ºB
8.Emanuela Caroline - 3ºC
9. Mateus e Willian - 3ºC
10.Adriana - 3ºA

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Um pouquinho de Brasil por Beto Guilherme:



Na semana da Pátria, em que se comemoram 192 anos da Independência do Brasil, aproveito esse espaço para compartilhar mais uma obra do grande professor Beto Guilherme (do qual tenho a honra de ser colega de trabalho). Trata-se do vídeo Um pouquinho de Brasil, no qual o autor reflete a cerca do Hino Nacional Brasileiro, dialogando com o filme Independência ou Morte e uma brilhante explicação dada pelo professor Sérgio Nogueira, além de celebrar importantes personalidades do esporte brasileiro. O vídeo de 2009, tem feito grande sucesso na internet desde então. Perfeito para quem quer saber mais a respeito dessa importante obra da iconografia nacional. Um hino, muito mais que um cântico é o símbolo de um povo. 

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

MY FIRST INTERNATONAL TRIP: WASHINGTON D.C. – TRAVEL REPORT MINHA PRIMEIRA VIAGEM INTERNACIONAL: WASHINGTON D.C. – RELATO DE VIAGEM:

Por: Mateus Nunes*

Jamais imaginei que seria possível alcançar o que se fez. A vida mais uma vez me surpreendeu. E de tal forma desta vez, que me conduziu a um dos lugares mais belos do mundo: distante das minhas expectativas e ainda um garoto, repleto de sonhos e objetivos, pisei na terra do tio Sam, corroborando as certezas de metas decididas, como resultado de um esforço válido, a exemplo do que se viveu. Eu estive em Washington D.C.
Lembro-me como se fosse ontem, o dia em que recebi a notícia da seleção: não consegui acreditar na sorte do momento, de um concurso inscrito sem qualquer esperança e com tamanha espontaneidade. Não houvera reações, somente o bater na porta do inesperado para marcar completamente minha história. A partir de então, cada minuto que passava e cada processo bem sucedido, aproximava o esperado sonho, cultivado ao longo de anos.
Dia 26 de julho de 2014: talvez uma simples data por não marcar o início nem o fim de alguma guerra ou por não se comemorar um evento especial; mas foi o meu dia: dia de preparo, ansiedades e surpresas, pois além da viagem, as nove horas que esta durou apresentou-me a incrível sensação de planar uma noite inteira pelo ar, pois fora também minha primeira viagem em transporte aéreo. E desde já, o que se sucedia era inexplicável. 
Contudo, o que dizer ao pisar em solo norte-americano? O que dizer, não somente por estar no que é considerado a maior potência global da atualidade, mas por estar em sua capital, antes conhecida apenas mediante filmes, reportagens, etc., porém agora contemplada ao vivo e à cores?
À primeira vista e como aspirante à Arquitetura, Washington D.C. fora espetacular e, de fato, se mostrou como tal ao longo dos vinte e oito dias de minha estadia na cidade: desde aspectos minimalistas, como a abrangência da arquitetura neoclássica em seus prédios e monumentos que, como efeito de curiosidade, foram planejados de tal maneira objetivando a comparação norte-americana aos princípios gregos e romanos à sua organização urbanística que permite uma localização lógica por meio de letras, números e nomes de Estados como identificação de suas ruas e avenidas principais, respectivamente, contendo o Capitólio (congresso norte-americano) como centro dessa ordem, o qual eu tive a oportunidade de conhecer não somente externamente, mas internamente e apreciar o cerne da alma americana: sua grande e estonteante cúpula!



                                           Capitólio local de tomada de decisões

Para além do Capitólio, cuja altura não pode ser ultrapassada por nenhuma outra edificação da cidade (representando o poder do congresso nacional), Washington D.C. possui o maior complexo de museus do mundo, o Smithsonian Institute, com mais de 75 prédios dedicados a fatos e informações de todas as regiões do planeta, variando da história norte-americana à conquista do espaço; os tais, que eu não pude conhecer por inteiro devido ao seu grande número, têm localização dos principais em uma área conhecida como National Mall (alameda nacional) que delimita outros monumentos e prédios importantes como o Washington Monument (obelisco que pode ser observado praticamente de todas as regiões da cidade, com 169m de altura), que contém um observatório em seu interior que pude visitar e conhecer D.C. “de cima”; o Lincoln Memorial, monumento conhecido mundialmente por ter a estátua de Abraham Lincoln no seu interior, o qual visitei e me impressionei com sua magnitude; a Refleting Pool, espelho d’água localizado em frente ao Lincoln Memorial, entre muitos outros memoriais que visitei e encantei-me, a exemplo do Jefferson Memorial que, com uma paisagem deslumbrante, permite visualizar, ao longe, a famosa White House (Casa Branca), residência do presidente dos Estados Unidos, a qual eu não visitei internamente porque era preciso uma antecedência de seis meses para realizar reservas e a necessidade de cumpri todo um protocolo.


Casa Branca: sede do governo dos Estados Unidos e residência oficial do presidente da República e sua família.

Compreendendo uma gama de monumentos e edificações históricas, como a House where Lincoln died (Casa onde Lincoln morreu), Arlington Cemetery, seu zoológico no qual pude conhecer pela primeira vez ursos panda e bairros que acendem nosso imaginário infantil em virtude de suas ruas pacíficas com residências sem qualquer elemento de marcação e muita vegetação, Washington D.C. é atendida por um excelente sistema de transporte público (ônibus, trem e metro), que interliga todas as regiões da cidade, com horários definidos de chegada em seus pontos de espera (pontos de ônibus e estações).


Estação de Trem em Whashington, Estados Unidos.

No tocante aos seus aspectos sociais, D.C. tem uma qualidade de vida totalmente diversa em relação ao Brasil: notavelmente, foi possível constatar que o nível de segurança, combinado ao padrão de vida elevado das pessoas (smartphones e veículos de última geração), ora receptivas e simpáticas, ora apáticas e intensamente patriotas, expressam verdadeiramente a supremacia dos Estados Unidos que, em contrapartida, não deixa de demonstrar os efeitos do sistema capitalista, com moradores de rua habitando principalmente seus grandes centros, o que fora visto de forma mais impactante na cidade de Nova York, na qual estive apenas durante um dia e pude conhecer pontos turísticos como a Estátua da Liberdade, Ponte do Brooklin, Empire State Building, 9/11 Memorial (memorial dedicado em às vitimas do atentado ao World Trade Center), o One World Trade Center (torre única, ainda em processo de construção, em substituição às “torres gêmeas”), apreciar a beleza do Central Park, caminhar pela Broawday e corroborar o conceito de “cidade que não dorme”, ao vislumbrar as luzes dos inapagáveis painéis de Led da Times Square, principiando a madrugada – o que em D.C. é impossível, pois não possui vida noturna em virtude de seus museus e lojas encerrarem seus serviços às 17:00; a não ser por seus  shoppings (que se caracterizam por terem áreas extensas) e restaurantes de diversas culinárias, sobressaindo em muitos destes, a comida apimentada. 


Central Park em Nova York?

Foram inestimavelmente dias incríveis, de aprendizado e experiências singulares, capazes de estimular ainda mais profundamente a sombra dos meus objetivos e sonhos à suas concretizações! D.C. proporcionara-me o contato e a vivência com não somente uma, mas diversas culturas (em vista de os Estados Unidos receber indivíduos de diferenes regiões do mundo) e pessoas que jamais esquecerei, de professores, minha host mother Dian, seus cachorros e suculento jantar, meus host Brothers a todos aqueles que, como eu, foram merecedores dessa oportunidade; além de amigos e familiares que participaram direta e indiretamente desse capitulo da minha história. 
  

Memorial Lincon em Washington.

*Matheus Nunes cursou o Ensino Médio regular na E.E. Charles de Gaulle, tendo concluído sua formação básica em 2013. No mesmo ano, recebeu o grau técnico em Edificações pela ETEC-SP. Atualmente, se prepara pra FUVEST, no cursinho da POLI. Pretende cursar Arquitetura e Urbanismo na USP. Foi contemplado com o intercâmbio por ter sido o melhor aluno de sua ETEC.

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

A lua adversa de Cecília Meireles ilustrada por Adriélly Batista:

Para ilustrar a obra de Cecília Meireles - uma das grandes representantes da cultura brasileira no século XX - as professoras Silvia Stein e Cileide, elaboraram um projeto de ilustrações baseadas na poesia dessa grande mulher. Cecília Benevides de Carvalho Meireles, era carioca filha de um casal dos Açores. Tendo ficado órfã ainda pequenina, foi criada pela avó que a criou com todo o carinho. Aos 18 anos, publicou seu primeiro livro de poesias e teve sua obra muito ligada ao Movimento Simbolista, embora tenha vivenciado o período modernista de perto. Por carregar elementos de diversos movimentos artísticos, sua poesia é considerada atemporal. Segue uma poesia, ilustrada por Adrielly Batista, do 2ºB:


Lua Adversa

Tenho fases, como a lua
Fases de andar escondida,
fases de vir para a rua...
Perdição da minha vida!
Tenho fases de ser tua,
tenho outras de ser sozinha.

Fases que vão e que vêm,
no secreto calendário
que um astrólogo arbitrário
inventou para meu uso.

E roda a melancolia
seu interminável fuso!
Não me encontro com ninguém
(tenho fases, como a lua...)
No dia de alguém ser meu
não é dia de eu ser sua...
E, quando chega esse dia,
o outro desapareceu...

Cecília Meireles

terça-feira, 2 de setembro de 2014

Nem toda nudez será castigada - o nu, na fotografia de Andressa Borges:

Desde os tempos mais remotos o homem exerce o fascínio pela nudez humana. Despir-se é um ato de bravura pois expõe o homem em toda a sua fragilidade. Muito do que somos refere-se ao que transmitimos à sociedade através de nossas vestimentas. Elas mostram há tempos, a posição social do homem, o cargo que ele ocupa, a fé que professa e assim por diante. Para a composição desse post, convidei minha ex-aluna da E.E. Charles de Gaulle, e hoje fotógrafa, Andressa Borges. Em uma breve conversa, ela explica que sua paixão é o nu e que isso é passado nas imagens que produz, trazendo sentimentos. Andressa diz que: "muitas vezes o ensaio fala mais sobre mim que da pessoa fotografada". 
Sua inspiração se dá sobre três viés: decoratividade, movimento e expressões. Para a fotógrafa, "cada corpo tem sua linguagem, sua essência e sempre está dizendo algo, seja no movimento, na expressão, etc." A fotografia é vista como arte e muitas vezes, se une a outras formas de expressão artística ou da linguagem para expressar o que de fato Andressa sente. 
Para a postagem do Luana Ensina, Andressa Borges escolheu três fotos objetivando mostrar que "estamos sempre nos escondendo de algo, até mesmo da nudez... talvez por vergonha, medo, vulnerabilidade, até mesmo da sociedade." Neste caso, a artista tenta passar através de suas lentes, a nudez de maneira natural, porém dramática e surreal. Esta é a maneira que ela encontra "de visualizar a realidade: uma nova maneira de especulação do real, muitas vezes, de forma dramática."


 O trabalho de Andressa Borges versa sobre o nu que diz tudo por si mesmo. 


Para a fotógrafa estar despido, não necessariamente significa mostrar-se por inteiro.


A expressão casa com o corpo nu na obra da fotógrafa. Um nu pra ver, sentir e pensar.

Por fim, para encerrar, Andressa Borges nos dedica uma poesia que casa perfeitamente com sua obra:

É a nudez que o enrubesce?
Mas todavia é a nudez que o esclarece!!!

Olha-te, admira-te
Pois tu és belo
Nu em pelo
Tu és obra
Tu és arte

E arte merece
Mostras e amostras
Por isso... 
Mostra-te!"

Deh de Paula

Andressa Borges Magalhães é formada em fotografia pela UNIP. Para conhecer melhor seu trabalho, acessem: https://m.flickr.com/#/photos/oficial_emsuaformanatural/ e curtam sua página em: https://m.facebook.com/AndressaBorgesPhotos?refsrc=https%3A%2F%2Fwww.facebook.com%2FAndressaBorgesPhotos&_rdr

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Segue o Som!



A autora deste blog toma a liberdade de compartilhar com os queridos leitores sua participação no web clipe da cantora Vanessa da Mata. Momento de descontração e prazer é bom na vida de todos, afinal ninguém é de ferro. E segue o som!

sábado, 23 de agosto de 2014

OS AMIGOS - qual o valor de uma grande amizade?



Em novembro, chegará as telonas de todo o Brasil, o filme Os Amigos, que trata de um grande tema: a amizade. Esse que é um sentimento tão nobre e verdadeiro que nos acompanha a vida toda e que é fundamental em todas as fases da vida. 
Com atores conhecidos nacionalmente, como Dira Paes, Marco Ricca, Caio Blat, entre outros, a produção cinematográfica conta com a participação da nossa querida professora de Literatura (e grande atriz) Teka Romualdo, que leciona na E.E. Charles de Gaulle e na E.E. República do Suriname (o Iná). O filme que foi produzido em 2012,  participou dos festivais de Gramado e do Rio de Janeiro e foi muito elogiado por quem já pode assistir a obra.
Enquanto novembro não chega, podemos e devemos aguardar com ansiedade e valorizando as pessoas mais próximas, a quem temos o privilégio de chamar de amigos. As verdadeiras amizades são tão importantes quanto os grandes amores, não é mesmo?!

domingo, 17 de agosto de 2014

Escoliose: entenda essa condição física


Beatriz Jacobsen tem escoliose e é uma pessoa muito amada e cheia de sonhos.

Muitos de nós, já se deparou na vida, na rua, na chuva... com pessoas que usam aparelhos de coluna como o usado por nossa queridíssima Beatriz Jacobsen do 2ºC da E.E. Charles de Gaulle. Ele é usado para amenizar um desvio na coluna, que pode ter formato de S ou C,  chamado de escoliose. Escoliose é uma deformidade da coluna vertebral que pode ter várias causas, bem como ser mais ou menos grave. 
Normalmente, esse desvio da coluna é percebido na adolescência. Em casos menos graves, pode passar sem ser notado. Nos mais graves, requer o uso de aparelhos, como no caso da Bia Jacobsen, nestes casos, seu uso faz parte do contexto de um tratamento e tem um período para ser usado, assim como o aparelho que se usa nos dentes. Esses aparelhos são chamados de órteses e são usados por um período para tentar reposicionar a coluna. 
A escoliose não tem uma cura, mas é controlada ao longo da vida de quem a possui. No entanto, pode-se levar uma vida normal, ter amigos, namorados. Não impede que a pessoa possa casar, trabalhar, ter filhos, uma vida como a de qualquer um de nós. Pode-se amar um portador de escoliose, sem medo de ser feliz. Além da nossa Bia Jacobsen, muitas pessoas da nossa convivência tem escoliose. O Profº Willian Coutinho, por exemplo, tem escoliose e isso não o impediu de ser a pessoa maravilhosa e o grande profissional que é. Merecem o nosso respeito e o nosso incentivo sempre.

sábado, 16 de agosto de 2014

História dos Estados Unidos em ilustrações e HQ:


1. Um resumo da História dos E.U.A

Para contar a História dos Estados Unidos, alunos das sétimas séries da E.E. Charles de Gaulle, desenharam aspectos e ícones representativos que dão conta da formação de uma das nações mais importantes da atualidade sobre todos os aspectos. Através de ilustrações, será possível entender como se deu o processo de formação de um dos países mais amados e odiados do mundo. A origem dos Estados Unidos, se deu através das Treze Colonias que se estabeleceram na América do Norte e que eram colonias de povoamento pertencentes a Inglaterra. Por muito tempo, elas permaneceram esquecidas naquele território. Contudo, ao se dar conta da riqueza em potencial que ali estava, a Metrópole resolveu interferir na vida da colônia e passou a cobrar duros impostos. 
Em pouco tempo, as Treze Colonias passaram a ser muito exploradas e para reverter essa situação, se uniram, protagonizando uma revolução em 1776, que culminou com sua declaração de independência aos 04 de julho daquele ano.


2. Nessa HQ, um pouco da agitação que deu inicio ao processo revolucionário.

A Revolução Americana começa liberal, imbuída dos princípios iluministas que estavam surgindo e se difundindo no século XVIII pela Europa. As idéias de liberdade, igualdade e fraternidade atraíam os antes oprimidos ex-colonos. Foram muito bem recebidas e fizeram parte da Constituição dos Estados Unidos desde a formação do país.


3. As autoras dessa HQ, mostram da colônia ao grito de liberdade.

A França, inimiga histórica da Inglaterra, foi de ajuda fundamental à independência das Treze colonias. Seu patrocinio foi crucial para que os revoltosos conseguissem alcançar exito rapidamente. Uma das primeiras nações a reconhecer a autonomia das Treze Colonias, foi justamente a França, no próprio ano de 1776. Curiosamente, após essa ajuda, a o país amigo entrou em uma crise, que posteriormente deu origem à Revolução Francesa. No país nascente, foi elaborada uma nova bandeira, simbolo máximo da nova nação. A atual, foi concebida a partir de 1795. Mas sempre esteve próxima a esse modelo que conhecemos em suas cores e formas. 


4. Aqui foi feita, grosso modo, uma ilustração da bandeira dos Estados Unidos que já passou por muitas mudanças, sem perder seus elementos fundamentais. 

Na bandeira estado unidense, o vermelho e branco, significam as Treze Colônias. O vermelho representa  resistência e coragem. O branco, inocência e pureza, o azul e branco são a perseverança, justiça e vigilância. Outro símbolo muito importante para os americanos, é o Tio Sam, que representa a própria personificação do país. Ele surgiu no século XIX, durante a Guerra Anglo-Americana de 1812, mas seu primeiro desenho data de aproximadamente 1870. Há quem diga que o Tio Sam é na verdade a representação de um presidente americano. Para alguns é o ex-presidente Andrew Jackson e para outros, seria Abraham Lincoln. Essa personagem teria sido elaborada por soldados americanos. Nessa ilustração, o aluno fez o Tio Sam de acordo com a minha descrição sem ter visto a imagem como de fato é. 


5. Nessa representação, o Tio Sam aparece jovem. 

O local mais emblemático dos Estados Unidos é a Casa Branca, sede oficial do governo, é residencia e local de trabalho dos presidentes americanos.  Foi construída no período imediatamente após a revolução e o processo de independência, entre 1792 e 1800. Desde então, nela habitam todos os presidentes da República e suas respectivas famílias. De lá é comandada toda a vida política dos Estados Unidos e são tomadas decisões que tem impacto mundial. Em 1814, a Casa Branca foi incendiada, assim como a cidade de Washington. O primeiro presidente a estabelecer residência na Casa Branca foi John Adams e o que atualmente a ocupa é Barack Obama


6. Casa Branca: residência oficial dos presidentes americanos e sede do poder executivo.

Dentro os muitos símbolos e ícones americanos, há dois em especial que merecem destaque: o primeiro refere-se a Estatua da Liberdade, monumento de independência cujo nome é A liberdade iluminando o mundo, que os americanos receberam dos franceses no primeiro centenário de autonomia política americana. Localizada numa das ilhas de Nova York, foi por décadas um dos locais mais visitados do mundo, virando área restrita depois do 11 de setembro. Outro ícone famoso e querido principalmente pelas crianças, é o capitão América, personagem criado durante a Segunda Guerra Mundial, onde vencia os nazistas. Após longo tempo no ostracismo, o Capitão América ressurgiu algumas vezes ao longo do século XX e mais recentemente, fascinando crianças e jovens da atualidade.


7. Nessa ilustração, a bandeira, o Capitão América e a estátua da Liberdade. Muitos icones numa mesma representação.

Créditos das ilustrações e HQ's
1. Camila, Isabeli, Lilian Júlia e Sabrina - 7ªB
2. Vitória Oliveira - 7ªB
3. Ana Carolina, Maria Eduarda, Milena e Victor Samuel - 7ªB
4. Agson, André, Cristopher, Jorge Luiz e Luis Fernando - 7ªA
5. Gabriel dos Santos Silva - 7ªA
6. Giovana Silva, Grazielle, Kathleen Correia e Rayane Letícia - 7ªA
7. Bruno, Marcos Paulo e Matheus Ryan - 7ªB